foto do edifício Brasília, à Av. Rio Branco 311


O RIO DO MEU TEMPO - HELOISA SEIXAS

O Rio do meu tempo tinha cor e luz e cheiros, como em lugar algum. Tinha manhãs de outono em que o sol vencia o ar fino e tocava a pele devagar, numa carícia. Tinha também tardes de primavera, em que floriam os espinheiros das praças, espalhando na atmosfera um cheiro de jasmim. Tinha buganvílias, flamboyants e amendoeiras. E coqueiros enfileirados junto à orla, cujas palmas delicadas, mexidas pela brisa, se recortavam diante do horizonte lilás, como num cenário de filme. O Rio do meu tempo tinha montanhas, cadeias e mais cadeias de montanhas esbatendo-se em degradê pela paisagem afora e ainda um pôr do sol que no verão deixava um rastro de cobre na areia molhada, transformando em silhuetas os retardatários das praias, que se deixavam ficar junto às ondas até a última réstia de luz. Ah, e tinha mar, um mar enorme no Rio do meu tempo.



Lagoa Rodrigo de Freitas


Foto de Augusto Malta, início do século XX

Foto de Paulo Teixeira, outubro de 2001


Obras da Av. Delfim Moreira, Leblon, vendo-se o Arpoador, à direita



Foto de Augusto Malta, em 19/07/1919

Foto de Paulo Teixeira, em 17/01/2003

Meu Rio de Janeiro - TheAngel®

Existem dias que acordo e parece que a vida brilha lá fora. E quando sento pertinho do mar, a brisa macia acaricia meu rosto. Existe um cheirinho no ar que nenhum outro lugar tem... cheirinho de amor, de liberdade, de desejos que passam lá dentro do corpo da gente e faz a gente pensar que o impossível sempre é possível!
Meu Rio de Janeiro é onde eu vivo, onde eu sonho, e se tem defeitos... se nem sempre tudo nele é lindo... que importa... é o Meu Rio!