Título: “A Lenda das Sereias e os Mistérios do Mar"
Autores: Vicente Matos, Dinoel Sampaio e Arlindo Velloso
Intérprete: Nêgo e Gonzaguinha
O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz ela semeia
Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor
Oguntê, Marabô,
Caiala e Sobá
Oloxum, Inaê
Janaína e Iemanjá
São Rainhas do Mar..
Titulo: “Não me proibam criar, pois preciso curiar!
Sou o país do futuro e tenho muito a inventar!”
Autores: Fabio Costa, David de Souza e André Félix
Intérprete: Luizinho Andanças
A luz da imaginação
Acende o coração e o leva a curiar
Buscar o novo é conceber
O tempo do saber, desejo de criar...
É sempre assim, o proibido traz a sedução
Do início ao fim, do Paraíso a tentação
Meu Tigre mostra as garras nesse jogo
E vê no fogo a chama da evolução
Pandora a esperança e o amor ôôôô
Alquimia do meu ser
Na imagem do meu Criador
Um grande painel é arte
Eu traço a pincel meu estandarte
E lá do céu vem o cinzel da perfeição
Renascimento da inspiração
Como será o amanhã
Que Deus me permita ser só alegria
Aos cavaleiros da destruição
Venha à paz e a razão
Redenção na folia
O homem sonhou e um dia voou
Do gênio indomável uma nova invenção
Criança um Brasil de esperança
O mundo precisa desta salvação
Sou Porto da Pedra e não vou me calar
Eu sou curioso e quero saber
Se é bom para o mundo, se vai melhorar
É proibido por quê?
Título: “Voila, Caxias! Para sempre Liberté, Egalité, Fraternité, Merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê”
Autores: Deré, Emerson Dias, Rafael Ribeiro e Mingau
Intérprete: Wantuir
O Rei Sol bordado em ouro e a corte... A brilhar
Champagne, um baile pra comemorar
Mistérios da Terra Brasilis vão se revelar
Navegando não imaginava encontrar
Ver tanta beleza seduzindo o meu olhar
Um grito tupinambá tocou meu coração
E foi saindo "a francesa" Villegagnon
Assim nascia São Sebastião
A força de um povo que revoltado... Se uniu
Cruzou fronteiras "movimentando" meu Brasil
Vem o anseio de alcançar liberdade
Meu lema é egalité, fraternidade
Eu vi nascer
Um novo dia florescer
Sonhei com as cores de Debret
Emoldurando o amanhecer
Me encantava!
Quando eu sentia seu perfume pelo ar
A Ouvidor era Paris a desfilar
O grande cabaré, na Cidade Luz
Sonho ou ilusão que me conduz
De um "passo", fiz um traço no compasso da paixão
É o vôo da evolução
Flores pra nação que sempre estendeu a mão
É festa, carnaval é união
Minha alma é tricolor!!
O meu orgulho é minha bandeira. Oui. Voilá!!
A Grande Rio balança
Le mon amour é a França
Vem brindar!!!
Autores: Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite
Intérprete: Quinho
O som do meu tambor ecoa, ecoa pelo ar!
E faz o meu coração com emoção pulsar!
Invade a alma, alucina
É vida, força e vibração!
Vai meu Salgueiro... Salgueiro
Esquenta o couro da paixão!
Ressoou da natureza, primitiva comunicação!
Da África, dos nossos ancestrais
Dos deuses, nos toques rituais
Nas civilizações cultura
Arte, mito, crença e cura!
Tem batuque, tem magia, tem axé!
O poder que contagia quem tem fé!
Na ginga do corpo, emana alegria
Desperta toda energia
No folclore a herança
No canto, na dança, é festa, é popular
Seu ritmo encanta, envolve, levanta...
E o povo quer dançar!
É de lata, é da comunidade,
Batidas que fascinam
Esperança social, transforma, ensina
Ao mundo deu um toque especial(é show)
É show, é samba, é carnaval!
Vem no tambor da Academia
Que a furiosa bateria vai te arrepiar
Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro,
Salve! O Mestre do Salgueiro!
Título: “Neste palco da folia, é minha Vila que anuncia: ‘Theatro Municipal – A centenária maravilha’”
Autores: André Diniz, Serginho 20, Artur das Ferragens e Leonel
Intérprete: Tinga
Imortal! Com o povo que me conquistou
E a aura do Municipal
Hei de emanar a luz
No palco do meu carnaval
E caminhar sob o brilho e o ar de Paris
Um Boulevard, passos para um novo país
Nas rimas da minha poesia
O meu Rio de Janeiro
Derrubava o passado e erguia
O cenário pra encantar o mundo inteiro
Vi lá... No Theatro, a cortina se abrir
Com Aída, a platéia vibrar
E a cidade toda aplaudir
Sopram notas musicais
No solo a voz de um tenor
Encontra o som dos violinos
Em sinfonia é linda cena de amor
Girar... No sonho de uma bailarina
Desliza, a divina missão de encenar
O pranto e o riso, paixões mascaradas
Até o astro-rei brilhar no céu
Aos mestres da folia, um baile de gala
Com a orquestra lá do bairro de Noel
Segura a Vila que eu quero ver
Vem brindar e saciar a sede
No alto da sede, coroa hoje brilha
À centenária maravilha
Titulo: “Imperatriz… só quer mostrar que faz samba também!"
Autores: Carlos Kind, Di Andrade, Valtenci, Jorge Arthur e Josimar
Intérprete: Paulinho Mocidade
Vem curtir bom samba, pode chegar
Tem batuque de tantan
Um cavaquinho a chorar
Quem é do bairro nasceu com o dom de versar
Ramos! Numa fazenda foi que tudo começou
E sobre trilhos o destino aqui parou
Fez o progresso então chegar
Ruas, casarões, mariangú, banhos de mar
Nos carnavais ranchos e blocos vão mostrar
Que em nossas veias correm notas musicais
Trazendo paz e harmonia, paixão e razão de viver
Maestro e menestréis vêm conhecer
Vão se encontrar…
Villa Lobos, Pixinguinha e outros bambas
A semente germinou
Do Recreio então brotou
Nossa Escola de Samba
Vai virar cenário de novela
Vem comigo reviver, fala Martin Cererê
O grito de campeão vem
Arlindo, o que é que a Bahia tem
Com Lamartine és a mais bela
Liberdade, liberdade na Passarela
E pra cantar o nosso orgulho, a nossa emoção
Mais cinco vezes o “é campeão”
Na Leopoldina ecoou…
Imperatriz, traz o Fundo de Quintal
Com o Cacique eu vou, eu vou
Cinqüenta anos de carnaval
A festa vai começar, eu vou mostrar
Que faço samba também, vem ver meu bem
Se você fala de mim, não sabe o que diz
Muito prazer! Sou a Imperatriz!
Titulo: “A Mocidade apresenta: Clube Literário – Machado de Assis e Guimarães Rosa… Estrelas em poesia!”
Autores: jefinho, Santana, Ricardo Simpatia, Marquinho Índio e Diego Rodrigues
Intérprete: Wander Pires
Reluzente, estrela de um encontro divinal
Risca o céu em poesias
Traz a magia pra reger meu carnaval
Despertam das páginas do tempo
Romances, personagens, sentimentos...
Machado de Assis que fez da vida sua inspiração
Um literato iluminado
As obras, um destino a superação
Nos olhos da arte, reflete o legado
Do gênio imortal, do bruxo amado
Que deu ao jornal, um tom verdadeiro
Apaixonado pelo Rio de Janeiro
A canção do meu sarau, te faz sonhar
A emoção vai te levar
A estrela adormece, na paz do amor
Abençoado um novo sol brilhou
O vento traz Rosa de Minas
Rosa do mundo pra te encantar
Palavras que tocam a alma
Fascinam e tem poder de curar
Pelas veredas do sertão, a fé, o povo em oração
Pedindo a santa em romaria, pra chover em nosso chão
Mistérios na vida desse escritor
Revelam histórias de um sonhador
Brasil de tantas artes, nas letras sedução
Herança em cada coração
Mocidade, a sua estrela sempre vai brilhar
Um show de poesia, em nossa Academia
Saudade em verso e prosa vai ficar
Autores: Ciraninho, Wanderley Monteiro, Diogo Nogueira, Luiz Carlos Máximo e Júnior Escafura
Intérprete: Gilsinho
Brilha Portela! Das trevas renasce o amor
Doze cavaleiros se uniram
Um rei a lealdade conquistou
Lendas do povo europeu
Feitiços, mistérios, magia
A lua vem beijar o astro-rei
A noite se encontra com o dia
Lágrimas, nos olhos do Imperador
Na Índia, o palácio da saudade
Mãe Árica negra! O amor cruza o mar!
Liberdade!
Meu coração guerreiro
É raça, é filho desse chão
Meu canto tem raiz, é brasileiro
É natureza e miscigenação
Cenas de cinema, lindos temas de amor
A união da família, momentos que o vento levou
O homem tem que usar a consciência,
As maravilhas da Ciência
Para viver em harmonia
Vem recordar... Ranchos, blocos e cordões
Os mascarados nos salões
As fantasias do Municipal
Embarque nesse bonde é Carnaval!
São vinte e uma estrelas que brilham no meu olhar
Se eu for falar da Portela não vou terminar
Lá vem minha águia no céu da paixão!
O azul que faz pulsar meu coração!
Oh! Majestade do Samba
Meu orgulho maior é a tua bandeira
Chegou minha Portela! Meu eterno amor
A luz de Oswaldo Cruz e Madureira
Título: “No Chuveiro da Alegria, quem banha o corpo lava a alma na folia!
Autores: Tom Tom, Marcelo Guimarães, Lopita, Jorge Augusto e Veni Vieira
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor
Águas do tempo
Fonte da vida purificação
No azul da fantasia mergulhei
Nas ondas da emoção
Lá no Egito começou o hábito de se banhar
Um ritual de prazer que conquistou a realeza
No Oriente imperou e os males da mente expulsou
Nas ervas o aroma renovou, nas termas a luxúria e o vapor
Chega a Idade das Trevas, o corpo se fecha, o sonho acabou
E o que dava prazer, virou pecado, o banho foi excomungado
As águas rolaram
As mentes lavaram, clareou!
O índio ensinou, o banho voltou
E o mundo se purificou
Renasce a esperança, toda corte é perfumada
A sujeira é disfarçada até que um francês descobriu
Corpo limpo, corpo são, o banho evoluiu
Banho de chuva, banho de cheiro oi...
Banho de felicidade, banho de gato amor
Relaxa e dá calor de verdade, banho de lua ou de sol
Na cachoeira ou no mar, Odoyá, Yemanjá
Oxum! A deusa do encanto, estende o seu manto
Aos orixás a nossa fé, quem banha o corpo, lava a alma
E toma um banho de axé!
No chuveiro da alegria
Salve! As águas de Oxalá, embala eu babá
Feito um rio de magia que deságua luxo e cor
Banhando o povo vem a Beija-Flor
Título: “A Mangueira traz os Brasis do Brasil, mostrando a formação do povo brasileiro”
Autores: Lequinho, Jr. Fionda, Gilson Bernini e Gusttavo Clarão
Intérprete:Luizito
Deus me fez assim filho desse chão
Sou povo, sou raça... miscigenação
Mangueira viaja nos Brasis dessa nação
O branco aqui chegou
No paraíso se encantou
Ao ver tanta beleza no lugar
Quanta riqueza pra explorar
Índio valente guerreiro
Não se deixou escravizar, lutou...
E um laço de união surgiu
O negro mesmo entregue à própria sorte
Trabalhou com braço forte
Na construção do meu Brasil
É sangue, é suor, religião
Mistura de raças num só coração
Um elo de amor à minha bandeira
Canta a Estação Primeira
Cada lágrima que já rolou
Fertilizou a esperança
Da nossa gente, valeu a pena
De Norte a Sul desse país
Tantos Brasis, sagrado celeiro
Crioulo, caboclo, retrato mestiço,
De fato, sou brasileiro!
Sertanejo, caipira, matuto... sonhador
Abraço o meu irmão
Pra reviver a nossa história
Deixar guardado na memória, o seu valor
Sou a cara do povo... Mangueira
Eterna paixão
A voz do samba é verde e rosa
E “nem cabe explicação”
Título: “Tijuca 2009: Uma Odisséia sobre o Espaço”
Autores: Júlio Alves e Totonho
Intérprete: Bruno Ribas
Dourado é o sol a clarear
No azul do céu, estende o véu, isso é Tijuca
Chegou, na cauda do cometa, o pavão
E a minha estrela foi buscar na imensidão
Cruzou o céu no limiar do infinito
O meu Borel visto de cima é mais bonito
Eu vou alçar ao espaço
Cavaleiro alado a desvendar
Além das estrelas o Monte de Zeus
Horizonte de meu Deus, Oxalá
Vai Tijuca, me faz delirar
A essência vem de lá
Da ciência a navegação
Luar que embala meus sonhos
Luar de qualquer estação
Eu vi brilhar, em seu olhar, a devoção
A lenda do Guerreiro e o dragão
O despertar da fantasia
Vi também, a criança em seu carrossel
De heróis das estrelas, um céu
De mistérios e magia
Na tela, tantas jornadas pelos astros
Quem dera poder viver em pleno espaço
Vejo em minha lente a imagem sideral
Viagem do meu carnaval
A nave vai pousar
E conquistar seu coração
O dia vai chegar
Quando brilhar nossa constelação
Autores: Heraldo Faria, Flavinho Machado, Edu Velocci, Raphael Richaid e Floriano do Caranguejo
Intérprete: David do Pandeiro
Quando Orum se encontra com Ayê
Oh! Mãe-Pátria! Salve a sabedoria
Eu quero caminhar com a Natureza
Me ensina a desvendar toda essa riqueza
Recebo do seu chão a energia
E bate bem forte o tambor
Nas ruas de São Salvador
Conduz os meus passos, Senhor do Bonfim
Olorum mandou cuidar do seu jardim
E disse mais, vai buscar na mata
No biocumbustível a nossa proteção
Filha do sertão no Tabuleiro
Dendê, meu dengo, óleo de cheiro
Um dia Oxalá iluminou
Tocou no coração da nossa gente
O acordo do bem se faz oração
O mar não pode invadir o meu sertão
Sopra um vento nos canaviais
Brota a doce esperança de paz
Na força do trabalho dessa gente
Do bagaço nasce um tesouro
O lixo se veste de luxo, reluz em ouro
A água deixa o céu e se abraça com o chão
Renova a energia sob as bençãos de um trovão
Vermelho e branco, que paixão
A Viradouro pede axé
Caô, Xangô, Iansã, Yalodé
Vira-Bahia, pura energia
Explode num canto de fé